Tire os óculos!

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Dia desses durante uma aula meu professor nos disse que o jornalista tem um óculos que define o que é e o que não é notícia. Nos questionou ainda se não seria bom os tirá-los de vez em quando, para quem sabe assim encontrar noticias onde não olharíamos se estivéssemos com os óculos. Parei e refleti.

Trazendo isso para a vida podemos perceber o quão estamos cegos pelos nossos óculos. Isso mesmo. Cegos no sentido que sempre procuramos as mesmas coisas, o mesmo conforto de sempre. Por que não trocar o óculos de vez em quando? Ou quem sabe até mesmo tirá-los um pouco?

Muitas vezes acostumamos nossa visão em determinadas coisas que acaba por nos impedir de procurar o novo. Como jornalista, o mesmo pode acabar não vendo o que poderia virar notícia por causa de seu seleto óculos. As vezes não damos chance de conhecer o novo por puro medo, pois afinal a zona de conforto não tem erros, não é mesmo?

Os óculos acabam por nos impedir de ter uma visão diferente. Pior, estamos tão acostumados com esses óculos filtradores, que quando não usamos sentimos falta. Empurramos com as mãos o que “deveria” estar no rosto quando não está. Seria muito melhor de vez em quando se permitir enxergar sem eles, se permitir enxergar além deles.

Que tal tirá-los? Ou melhor, que tal agora?

Por: Bruna Pereira.

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Outro Olhar: Marina Abramovic

Hoje o post vai ser um pouquinho diferente, aliás, essa será uma nova categoria: “Outro Olhar”. Nessa categoria vou falar sobre coisas que vi e gostei e  coisas que  vi e precisei olhar novamente para gostar (risos), acho que entenderam, né!? Ok, vamos lá.

Esses dias o professor de História da Arte nos apresentou um mini documentário sobre a Marina Abramovic. Na verdade foi sobre sua exposição: Marina Abramovic: The Artist is Present. Marina é uma artista performativa, nascida na Sérvia.   “Seu trabalho explora as relações entre o artista e a plateia, os limites do corpo e as possibilidades da mente.”

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Logo no inicio deste documentário eu fiquei surpresa, tipo AI MEU DEUS ESSA MULHER É LOUCA, mas logo essa ideia saiu de minha mente. Afinal, o que é arte? A Marina questiona muito isso, usando seu corpo como instrumento de seu trabalho, sua arte. Afinal o corpo pode sim ser considerado uma arte, e porquê não? E por que não usa-lo? É isso que ela faz. Marina usa seu corpo em suas performances, de diversas maneiras: dando sua cara a tapa LITERALMENTE (você pode encontrar esta performance aqui) ou até mesmo gritando com seu parceiro aqui. Mas o que isso representa?

No meu ver ela representou as relações, onde nem sempre serão flores, hora ou outra você entrará em um conflito com seu parceiro, é claro que vocês não irão se bater (espero que não), mas vejo que ela quis mostrar a intensidade das coisas. Causa um certo choque? Sim, mas depois você entende, passa a enxergar com outros olhos.

Uma outra performance que vi e também gostei foi a : “Art must be beautiful, Artist must be beautiful” . Vejam o vídeo primeiro → 

Ok, no começo eu pensei, GENTE, ELA VAI ARRANCAR OS CABELOS, TA DOIDA DE NOVO. Sim, eu admito pensei isso sim. Porém enquanto ela faz isso ela diz uma frase, na qual ela repete a todo momento “A arte deve ser bonita, o artista têm de ser bonito”, ela faz uma crítica. Afinal, a arte deve ser bonita, o artista DEVE ser bonito? O que é bonito, o que é arte?

Assim como a beleza tem suas peculiaridades a arte também tem. E o que ela passou pra mim foi isso. A arte é feita dos olhos de quem a ver. Posso ver arte em uma coisa que uma outra pessoa talvez não veja. E ela pode ser intensa, assim como Marina em suas performances, e isso é incrível. Isso é arte.

Então convido vocês a conhecerem e comentarem o que achou, juro que vocês se interessarão (risos). Vamos ter outro olhar, vamos olhar de novo! É isso. Fiquem a vontade.

Ah, o documentário que vi foi esse aqui.

bjs, Bruna.